segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

NOME DE HENRIQUE ALVES É CITADO EM DELAÇÃO DA LAVA JATO

Nome do ex deputado e candidato a governador pelo Rio Grande do Norte foi citado na delação do empresário Alexandre Margotto



O Fantástico com exclusividade teve acesso a delação premiada do empresário Alexandre Margotto, ligado a Lúcio Bolonha Funaro que é apontado como operador financeiro do ex-presidente da câmara Eduardo Cunha, hoje preso na operação lava jato. A matéria foi transmitida ontem (19) no programa.

A delação foi homologada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, revela mais detalhes sobre a suposta ligação do ex-ministro Geddel Vieira Lima com um esquema de corrupção na Caixa Ecônomica Federal. Revela também o suposto envolvimento do empresário Joesley Batista, dono da J&F, e o Ex Deputado Federal do Rio Grande do Norte com as operações irregulares no Banco. 

Em seu twiter, o Ex deputado Federal Henrique Alves (PMDB), afirmou sobre a delação do empresário Alexandre Margotto, que não conhece o senhor Margotto e nunca teve relação com ele e que ficou surpreso com as declarações e que seu advogado nunca teve acesso a delação. "Total absurdo que nos autos do processo já estou provando e confiante na manifestação final da justiça.

Alexandre Margotto chegou a descrever como era feita a divisão da propina, que era separada com base em percentuais. A maior parte do dinheiro deveria ir para Eduardo Cunha, mas outros politicos, como Geddel e Henrique Eduardo Alves, também do PMDB, que foi presidente da Câmara e ministro dos governo Dilma Rousseff e Michel Temer, são citados como destinatários da propina.

Em um trecho da delação, um procurador pergunta para Margotto: "20 [%] entre você, o Fábio Cleto e o Lúcio Funaro, os 80% [restantes] ficariam com?". E a resposta de Margotto: "Eduardo Cunha, segundo Lúcio Henrique Alves e aliados". Segundo ele, Cunha receberia 70% e "distribuiria para os outros políticos, como Geddel também".

No caso do desvio de verbas da Caixa para financiar projetos do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, por exemplo, Margotto citou os valores da propina que foram acertados para cada um. Essa obra foi financiada com recursos do fundo de investimento do FGTS, gerido por um conselho com participação da Caixa. 

O procurador insiste para saber os valores: "Como era acertado o percentual da propina, sabe dizer? Desse caso do Porto Maravilha?". 

Margotto responde: "No escritório, a parte do Lúcio que era os 20%, eu me recordo muito bem que eram os R$ 280 mil, onde eu ficaria com R$ 56 mil, Fábio com R$ 56 mil e o Funaro com o restante. E os 80% de um milhão e meio, um milhão e 560 [mil], tem que fazer a conta direitinho, pra Eduardo Cunha".

Henrique Alves é liderança estadual do grupo político, hoje oposição de Campo Grande que é liderado pelo PMDB.

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